Lisboa & o Fado: A Intervista / by Loic Da Silva

Lisboa, Portugal - Segunda-feira, dia 14 de Novembro de 2016. Cordeone traz a sua mùsica e os seus talentos para Lisboa onde toca guitarra portuguesa com os maiores fadistas do paìs.

O inicio do outono levou Cordeone e os seus instrumentos fora de França rumo a Portugal para um mês e meio de mùsica em algumas das mais famosas casas de fado.

Os instrumentos em questão, a guitarra de fado e o acordeão, foram os seus fiéis companheiros durante a sua estadia em Lisboa para aperfeiçoar-se na guitarra e como fadista.

O fado é o trofeu de Portugal e a sua contribução musical para o mundo. Um estilo com certas directivas especìficas para garantir a preservação da cultura que lhe deu vida, o Fado é lamento, é também a celebração do Amor e do povo português. Poemas com letras comoventes que decoram o pranto melòdico da guitarra portuguesa. O tudo apoiado pela viola. Reina o silencio tenquanto os fadistas levam o pùblico para uma viagem. Os espectadores jà conhecem o esquema e fazem silencio em sinal de respeito e de atenção. Um pequeno sacrifìcio que vale bem a recompensa artìstica.

È neste contexto que Cordeone pude acompanhar alguns dos maiores fadistas et guitaristas como o Ricardo Robeiro e o Rogerio Ferreira.

Cordeone é um dos dois ùnicos executantes da guitarra portuguesa em França.

Leia a intervista abaixo, na qual conversamos com o artista sobre a sua experiencia em Portugal e o seu Amor pelo Fado.

 

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O Loïc é um verdadeiro artista, um grande mùsico e tem o Fado nas véias.
— Rogerio Ferreira

A Intervista

 

1.    A guitarra portuguesa tem 12 cordas e é tocada com o indicador e o pulegar. Que mais pode dizer-nos sobre a particularidade deste instrumento e o seu papel no Fado? 

A guitarra portuguesa tem como origem o cistre inglês e depois evoluìu com o tempo com os luthiers e os pròprios guitarristas. Tem uma afinação diferente da viola e toca-se com o indicador e o pulegar. O seu papel no Fado é dos mais importantes porque serve para dar as introduções e responder à voz.

2.    È Luso-descendente. Que representa o Fado para si e o que lhe acha de especial?

O Fado é a mùsica de todo um povo, um povo que viaja, é uma mùsica nostàlgica que conta a vida do povo português, seus desgostos, seus momentos de alegria. È algo que me faz sentir muitas emoções. Quando o canto, sinto que tenho o deer de a fazer evoluir mas guardando as bases que são importantes tradicionalmente. Hà gerações de fadistas antes de mim que a fizeram evoluir durante séculos.

3.    Tocou no Luso, no Senhor Vinho, na Adega Machado e no Clube de Fado, entre outras casas... Qual preferiu e porquê?

Em cada casa aconteceu algo forte. Næo importa afinal a casa, importa a escuta do pùblico no momento. Todas estão situadas algures em Lisboa, que em Alfama, quer no Bairro Alto ou Madragoa, etc. portanto hà sempre uma certa escuta porque as pessoas jà estão habituadas a ouvir Fado, em cada uma aconteceu algo interessante. Não hà uma que eu gosto mais.

4.    Não costuma haver acordeão no Fado. Porquê que decidiu incluir este instrumento no Fado e como foi recebido?

O acordeão é o meu primeiro instrumento e quando comecei esta aventura, ainda não tocava suficientemente bem (a meu gosto) guitarra para acompanhar fado. O acordeão é feito de duas partes, uma para as melodias como na guitarra portuguesa e outra para o acompanhamento como na viola, achei interessante juntar os dois num sò instrumento. È bàsicamente como se houvesse o fadista, o guitarrista e o violista numa sò pessoa. 

O acordeão sempre foi bem reebido. As pessoas quase sempre acham que vou tocar jazz ou folklore e depois ficam positivamente sorpreendidas por ouvir o fadista que hà em mim, pelo facto de eu ter nascido em França.

Costumam dizer que tenho alma de fadista porque toco com os olhos fechados.

5.    Criou o Trio Fado Mãnouche no qual propõe uma mistura de Fado com Jazz mãnouche, pode nos falar dessa sua criação?

Sempre quiz cantar Fado mas como ninguém ao meu redor sabia tocar viola de fado nem guitarra, procurei no Jazz Mãnouche a viola que jà fazia o mesmo papel de acompanhamento. E ambos foram criados por um povo que viaja muito e isso sente-se.

O meu objectivo é gravar um disco e apresentar um espétàculo nos festivais em França, em Portugal e pelo mundo fora. Também é a ocasião de me apropriar o Fado.

6.    Quais são agora os seus projetos?

Estou a preparar este novo trabalho de Fado Mãnouche. Ainda tem este àlbum de Hip Hop-Reggae por acabar no qual também jà tem algum cheirinho de Fado. E mais vìdeos com encontros, viagens, parcerias com mùsicos do mundo inteiro...

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Vida, o primeiro album de Cordeone, està disponivel no site de Amazon.

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